Crítica: Do diretor de Rambo, ‘Vingadora’ leva Milla Jovovich ao extremo

vingadora, milla jovovich

Dirigido por Adrian Grunberg, responsável por Rambo: Até o Fim, Vingadora é outro longa metragem de ação na mesma pegada, estrelado por Milla Jovovich, que no papel de uma ex-militar casca grossa, desmantela uma organização criminosa a fim de salvar a sua filha sequestrada no Novo México.

Nos anos 1980, filmes como Vingadora eram bastante comuns, do tipo de produção em que o protagonista é quase um super-humano, com habilidades fora do comum e o modo de trapaça ligado, em especial o de munição infinita. No caso da franquia Rambo, a qual Vingadora tem certa relação, por dividir seu diretor com o último capítulo dela, nem sempre foi assim, já que John Rambo teve um início bastante dramático e contido, algo escancarado e desvirtuado em futuras sequências.

Tratando de Vingadora, fica claro que Grunberg e seu roteirista Bong-Seob Mun procuraram emular o conceito básico do personagem de Stallone, incorporando diversos de seus aspectos em Nikki, a heroína da vez, interpretada por Jovovich. É um filme violento, regado de sangue nos momentos de ação, até que bem coreografados e bastante intensos.

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No entanto, o aspecto mais interessante da personagem, o lado dos distúrbios psicológicos como o transtorno de estresse pós-traumático, principalmente, são explorados no decorrer do filme de maneira descuidada e sem muito compromisso, somente contando de fato como elemento importante da trama lá pelos últimos cinco minutos. Isso faz com que a grande revelação, por mais chocante que seja, perca sua força quase que totalmente.

Apesar disso, há partes do filme dignas de elogio, todas atreladas à sua estrela. Milla, apesar de ser uma atriz geralmente limitada quando se fala de atuação dramática, está até bem convincente no papel, especialmente durante sua narração, que permeia a produção toda. No quesito ação, já estamos carecas de saber que a moça tem bastante experiência, e mesmo havendo cenas em que clara e evidentemente há uma dublê em seu lugar, no grosso da pancadaria, ela dá conta do recado.

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Igualmente a Rambo: Até o Limite, Vingadora se trata de uma jornada desenfreada de uma personagem muito mais capacitada que seus adversários danda a oportunidade de executar o que sabe fazer de melhor, e nisso há de sobra. Mesmo que partes que poderiam ser consideradas chave da história acabem acontecendo longe das câmeras, o que é mostrado revela o lado macabro e violento da máquina de matar em forma de mulher. Há até o equivalente ao Coronel Trautman aqui, deixando mais que clara a inspiração exagerada no chavão de Rambo.

Dito tudo isso, Vingadora não deixa de ser diversão sem compromisso, um filme-pipoca para aqueles em busca de algo que mesmo carecendo de peso mental, ainda é capaz de entreter. E nisso a nova ponta de Jovovich é mais que capaz, mesmo não fazendo uso completo das ferramentas colocadas ao seu dispor. Bem como a maioria das películas cujos pôsteres têm seu nome ao lado do marido, Paul W.S. Anderson, que aqui atua como produtor, Vingadora é um veículo para Milla quebrar o pau, o que é pelo menos feito muito bem desta vez.

Vingadora estreia nos cinemas brasileiros no dia 26 de março, com distribuição da Imagem Filmes.

O Entertainium Brasil agradece a assessoria da Imagem Filmes pelo convite da cabine de imprensa para produção desta matéria.

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