Review: Diablo: IV Lord of Hatred é uma melhora significativa para o clássico dos ARPGs

Diablo IV

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No agora distante ano de 2023 eu me via empolgado começando Diablo IV. Em um primeiro momento, estava impressionado com o jogo — as impressões iniciais estavam sendo muito mais positivas do que as que tive no começo de seu antecessor em 2012, e me fizeram cogitar com olhos brilhando que o formato de Jogo como Serviço serviria muito bem ao loot game da Blizzard. Pouco mais de um mês depois, me sentia exausto do jogo — seu conteúdo endgame não me prendeu o suficiente e a busca ad infinitum por itens melhores para meus personagens não foi o suficiente para me fazer gastar horas e mais horas em Santuário como eu havia feito anteriormente nos capítulos 2 e 3 da franquia.

Imagem: Reprodução/Blizzard

Um ano e meio depois, com Vessel of Hatred, voltei para o jogo e embora tenha encarado as melhorias e os novos tipos de conteúdos de braços abertos, algo não estava clicando para mim. O que, especificamente, eu não sabia — talvez só estava desempolgado/amargurado com a “decepção” do jogo base e preferi me resguardar e não me aprofundar tanto no jogo. Agora, em abril de 2026, me vi tendo a oportunidade de avaliar a segunda expansão, Lord of Hatred e, para minha surpresa, estou bem mais cativado por ela do que fiquei com meus últimos dois contatos com Diablo IV

Começando pelas classes novas: o Paladino era a minha escolha principal em Diablo II, e em Lord of Hatred ele volta com opções de customização muito extensivas e que me lembram muito da classe em RPGs de mesa. Eu passei a maior parte do meu tempo com o jogo para escrever esse texto com ele, e devo admitir que fiquei bem satisfeito e grande parte de estar com olhos tão positivos para com a expansão é sua presença. 

Imagem: Reprodução/Blizzard

O Paladino funciona como o clássico tanque do Diablo II mas com tons fortíssimos também do Cruzado de Diablo III — ao mesmo tempo que ele puxa e segura o dano dos inimigos, conta com empolgantes ataques de área que fazem uso de especializações de pactos diferentes para especializar a classe em diferentes papéis. O meu acabou virando uma mistura de tanque com DPS que derreteu boa parte dos desafios da campanha principal da expansão e que está me mantendo extremamente entretido com o jogo, ao ponto de eu ter aumentado em uma semana o tempo de entrega desta análise para ter certeza do que estava achando.

A outra classe nova, o Bruxo, é um pouco mais complicada. Sinto que diferentemente do paladino ela é dependente de uma construção muito mais cuidadosa de sua arvore de habilidades, algo que pelo menos nesse período inicial com a expansão eu acabei não conseguindo desenvolver. Mesmo assim, ela é divertida, só que imagino (e uma rápida pesquisa na internet confirma) que muitos amigos vão se decepcionar com ela já que esperavam uma performance maior. 

Imagem: Reprodução/Blizzard

Mas independente das duas classes novas, a expansão também conta com um extensivo retrabalho nas arvores de habilidade das outras classes disponíveis no jogo desde seu lançamento. Agora, com divisões mais claras, é possível montar seu personagem de maneira que ele atenda a necessidades muito mais nichadas ou gerais do que anteriormente era possível. Acredito que isso é uma inspiração claramente vinda de Path of Exile 2 e sua enorme arvore de habilidades, que permitem customizações realmente únicas — o sistema do jogo da blizzard não permite algo naquele nível, mas não decepciona também principalmente se comparado como era anteriormente. 

Por fim, preciso falar da narrativa e do novo endgame. Bom, a história de Diablo IV desde o jogo base é excelente, talvez a melhor que a franquia já viu, e em Lord of Hatred isso não muda. Empolgante, perturbador e dando cor (mesmo que cinzenta e vermelha) para um mundo extremamente bem construído e com uma direção de arte fantástica, o capítulo final envolvendo Mephisto é excelente e, mesmo com a luta final sendo mecanicamente meio batida, suficientemente engajante para eu ter soltado um enorme respiro de alivio ao vencer essa faceta do coisa-ruim no jogo. 

E, depois de ter colocado Mephisto para dormir, pude acessar o que para muitos (e para mim também) é o foco de Diablo: o conteúdo desafiador pós-campanha, seu post-game ou endgame. A primeira parte mais interessante de ser comentada são os Planos de Guerra: neles, podemos conectar uma série de atividades de alto nível disponíveis no jogo como se fizessem parte de uma missão geral da campanha. Completar essa “maratona” de conteúdos complicados e desafiadores rende, além das ótimas recompensas naturais dos desafios, coisas extras e de ainda mais valor — tornando a experiência algo que pode economizar algum tempo aos jogadores, ou pelo menos algumas repetições de Lair Bosses. 

Já do ponto de vista de maximização de performance, o Horadric Cube e os Talismãs são duas coisas que mudam completamente o jogo. O primeiro é uma poderosa ferramenta para a parte de craft do jogo, que permite melhorar ou criar novos equipamentos a partir de “lixo”. De certa forma, com ele, coisas que anteriormente eu via saindo dos inimigos tornam-se funcionais e com algum objetivo, me fazendo pensar um pouco mais se vale a pena ou não carrega-las por algum curto período de tempo. 

Enquanto isso, os Talismãs são uma elegante solução para Diablo IV agora ter algo parecido com os set-bonus presentes em Diablo III — e, sinceramente, são a peça de equipamento que mais está me mantendo grudado no jogo até agora. A busca constante por um talismã que aumente em números obscenos o quanto de Julgamento meu Paladino produz por ataque é uma constante nas minhas noites e, sinceramente, acho que mostra o acerto da Blizzard na introdução desta mecânica. 

Então, por fim, juntando tudo que comentei aqui acho que fica muito claro quais foram minhas impressões de Diablo IV: Lord of Hatred. Eu ainda posso me ver cansando dele, como foi anteriormente com o jogo base após um mês, mas pelo menos por enquanto estou 100% confiante que a dopamina de ver os números subindo foi ajustada e acertada da melhor maneira possível. 

Entertainium Brasil agradece a assessoria pelo fornecimento da chave da versão de PlayStation 5 do jogo para a produção desta matéria.     

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