Review: Overwatch é relançado, juntando duas eras para um futuro potencialmente brilhante

Overwatch

Disclaimer: O Entertainium Brasil frisa que, embora realizando a cobertura de jogos feitos por desenvolvedores associados com a Microsoft, não concordamos e repudiamos politicas e abordagem da empresa em relação a questão palestina, principalmente com ela sendo uma das principais fornecedoras de softwares que auxiliam na violência do conflito. 

Em 2016, o zeitgeist de cultura pop recebeu um novo componente: Overwatch. O lançamento do hero shooter da Blizzard foi tão absurdo que impactou não só o mundo dos games, vazando para várias esferas diferentes. Os personagens iniciais tornaram-se facilmente reconhecíveis, merchandise com o logo do jogo ou de bonecos específicos eram comuns e jogadores encaravam cada novo pedaço divulgado da história dos heróis como acontecimentos importantes e excelentes de serem acompanhados. 

A identificação com os personagens era tamanha que mesmo o jogo tendo sido concebido como algo 100% multiplayer PvP, os jogadores clamavam por um modo PvE ou mesmo single-player que narrasse mais da história desse universo. Como resposta, a Blizzard em 2019 anunciou uma sequência, Overwatch 2, mais focada nesses aspectos — mas quando foi lançada em 2022 a realidade foi outra. Não existia conteúdo relacionado a história nele, somente um jogo ainda competitivo mas reformulado de tantas maneiras que afastou completamente a base de jogadores apaixonados pelo título, mesmo ele saindo do modelo gratuito para jogar.

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Um dos novos heróis em Overwatch é esse gatinho fofo aqui. (Imagem: Reprodução/Blizzard)

Quatro anos depois, talvez até mesmo como um aceno claro de que os desenvolvedores do título sabem os erros que cometeram na transição anterior, presenciamos mais um relançamento de Overwatch. Agora, com o “2″ sendo removido do título justamente a tempo do aniversário de dez anos da franquia, esse novo começo parece tentar carregar para uma nova era um jogo que tenta reaproximar e respeitar o que fez dele um sucesso inicialmente e também entender os acertos de sua primeira repaginação ao mesmo tempo que corre dos erros que o deixaram em uma era sombria por alguns anos.

O resultado, pelo menos ao meu ver, é satisfatório. Ainda tenho certa resistência em dizer que Overwatch é novamente o jogo que me apaixonei e gastei tantas horas há uma década atrás, principalmente se tratando de um jogo como serviço que, há qualquer momento, pode ser modificado para algo completamente diferente, mas pelo menos inicialmente a impresão que fica é de um jogo muito mais seguro, consistente e que tenta mostrar que não é aquele que há algum tempo decepcionou tanto.

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Os eventos temporários continuam sendo parte integrante do jogo. (Imagem: Reprodução/Blizzard)

Os cinco heróis novos adicionam ao elenco de forma orgânica, com o rebalanceamento geral do jogo estabelecendo, pelo menos na minha visão não tão competitiva um ambiente em que todo boneco tem formas de brilhar. A variedade de modos continua a mesma da última temporada do agora não-existente Overwatch 2, mas mesmo assim graças a novas opções, como a escolha de perks durante as partidas para melhorias de habilidades e a adição de sub-roles nas classes, o jogo talvez nunca tenha sido um terreno tão fértil para quem quiser jogar de formas diversas ele. 

E para quem pedia por conteúdo de história, algumas poucas missões co-op relacionadas ao progresso da narrativa estão presentes no jogo. Imagino que com o passar do tempo mais delas serão adicionadas, mas por enquanto esse é somente um sinal de que um pedido que beira a mesma idade da franquia finalmente será atendido pelos desenvolvedores.

As lootboxes retornaram também, dando chance de jogadores conseguirem itens cosméticos sem precisarem gastar dinheiro real — mesmo que o shop continue ativo, para quem não tiver paciência de tentar a sorte. No fim, acho que é nessa parte aqui em que fica 100% perceptível o quanto esse novo Overwatch é uma mistura do clássico e do 2, na esperança de um futuro mais efetivo e que mantenha uma base de jogadores suficientemente contentes para que jogo consiga existir por muitos anos ainda. Inicialmente o prognóstico é bom, basta aguardar o futuro agora para ver se ele se manterá assim. 

Entertainium Brasil agradece a assessoria do jogo por ceder um código de teste do Battle Pass desta temporada para a produção deste review.

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