Review: Sayonara Wild Hearts é um espetáculo audiovisual arcade e traz uma leve história de amor e cura no Nintendo Switch 2

O arcade de agilidade super colorido, Sayonara Wild Hearts, desenvolvido pela Simogo, chega agora ao Nintendo Switch 2. Contando uma belíssima história sobre trauma e amor, o jogo – originalmente – de 2019 possui modos extras e uma boa longevidade em seu fator replay. Descubra o que achamos dele a seguir.   

Sayonara Wild Heartscomeça com uma personagem solitária em seu quarto e a poderosa narração de Queen Latifah, dizendo que ela “perdeu o amor”. Em cores mais chapadas – principalmente utilizando o roxo, lilás e rosa -, muito bem contrastadas, a moça logo cai num espaço imaginário/metafórico ao tentar pegar uma espécie de borboleta, ao som de uma versão eletrônica de Claire de Lune e, logo, evocando um tom mais melancólico. 

Sayonara Wild Hearts
Em cada uma das 23 fases, é possível rejogar quantas vezes quiser para alcançar sua melhor pontuação.

Nessa jornada emocionante, em terceira pessoa, a personagem encara pistas e enormes espaços metafóricos e mágicos, onde precisa coletar o máximo de quadrados e corações pequenos e grandes em altíssima velocidade. A protagonista usa motocicleta, surfa em cartas de tarô – simbolizando partes da sua vida -, navega em metaverso, dirige um carro conversível etc. até chegar nos principais chefes. 

Sua pontuação final, em cada um dos 23 níveis, está diretamente ligada ao desempenho na coleta. E é aí que a característica arcade do jogo entra: o lance é saber exatamente onde virar, em qual lado ficar parado, quais obstáculos evitar, quando pular e em quais momentos acertar os inimigos (quando presentes). Tudo é roteirizado. Com muita prática, é possível masterizar cada fase e alcançar, portanto, o Grau Ouro. 

Sayonara Wild Hearts
O trabalho de cores, contraste e imagens em movimento é muito único e espetacular, harmonizando com sua trilha sonora sensacional.

Também existem segredos e enigmas do horóscopo que são conquistados após decifrar frases de cada signo, equivalentes a nuances das mecânicas a serem exploradas nas fases. Sayonara Wild Hearts pode parecer muito simples e curto, o que não deixa de ser real, mas possui uma profundidade gigantesca a quem gosta de rejogar à exaustão. 

O grande trunfo dessa obra da Simogo é sua estética e sua trilha sonora, composta por Daniel Olsén e Jonathan Eng. Raramente se vê uma combinação tão elegante de cores tão lindas nas fases, uma construção tão criativa de cenários e personagens. A sensação de velocidade combinada com a agilidade da pessoa jogadora é muito engajante e não decepciona nunca, com a rara exceção de alguns picos de dificuldade. 

Cada chefe representa alguma ex-namorada(e) da protagonista, havendo suas próprias características marcantes que vão surpreender em estilos diferentes de jogabilidade. O jogo, aliás, trata os traumas de relacionamentos amorosos com muita leveza e sensibilidade, se fortalecendo enquanto uma ótima narrativa sobre tais temas e evidenciando um olhar otimista para o futuro da protagonista. O storytelling é fabuloso e faz o contexto de cada momento combinar demais com o que se está experimentando no controle e na tela. 

Sayonara Wild Hearts
É bom se preparar para uma jornada emocionante de autoconhecimento e de cura de um coração partido da protagonista…

A jogabilidade pode ser simples e cada fase ser bastante curta, mas como em todo jogo publicado pela Annapurna Interactive, surpreende muito pela sua narrativa e estética únicas. Há muitas histórias sendo contadas nessa mídia que amamos tanto, os videogames, e Sayonara Wild Hearts certamente está entre os melhores do catálogo dessa publicadora. Vale muito a pena ter essa experiência!

O Entertainium Brasi lagradece a assessoria do jogo por ceder um código de teste para a produção desta matéria.

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