Nossas primeiras impressões de Dragon Quest VII Reimagined

dragon quest vii reimagined

Ontem, pintou nas lojas digitais uma demo do novo remake de Dragon Quest VII e não pudemos deixar de testar o próximo lançamento da Square Enix, Dragon Quest VII Reimagined. A demonstração dá um gostinho de como será o jogo, apresentando as primeiras três horas da aventura, em que o Herói, junto de seus amigos, o príncipe Keifer e a teimosa Maribel, partem em sua jornada para remontar o mundo em que vivem, descobrindo que há muito mais que uma ilha nesse marzão azul.

Para quem já jogou Dragon Quest VII, fica a lembrança de um RPG longo, repleto de conteúdo e muito, mas muito texto para se ler. Havia tanto para se fazer nele que ele veio a ser o capítulo mais comprido da franquia, de longe. O ritmo de jogo, mesmo tendo seus adoradores, sempre foi criticado pelos mais fervorosos por ser muito lento e cansativo, e esse foi um dos grandes dilemas da Square Enix na hora de relançar o sétimo título da série.

Tanto que em 2013, quando seu primeiro remake no 3DS estreou, muito disso já foi melhorado e, mesmo assim, o tempo total de jogo ainda continuou nas centenas de horas. Desta vez, a coisa parece que mudou ainda mais com Dragon Quest VII Reimagined, pelo menos por indicação da demo. Nela, a primeira parte da jornada é apresentada, onde o trio revela a primeira das muitas novas ilhas ao mundo, depois de descobrir o segredo por trás do misterioso templo e recuperar os pedaços do tablado mágico.

dragon quest vii reimagined
Outra boa surpresa da demo: os meus foram totalmente reformulados e adoramos como ficou!

Tudo isso se dá sob um novo estilo gráfico que, convenhamos, estranhou um pouco quando o jogo foi anunciado no ano passado. Os pixels de outrora dão lugar a polígonos e muito efeito de profundidade de campo, resultando em uma apresentação que dá a Dragon Quest VII Reimagined uma cara de jogo de tabuleiro, com suas coloridas maquetes e pecinhas animadas. No fim, acabamos apaixonados pelo visual novo.

Em termos de jogabilidade, essa nova reinvenção aproveita-se das melhorias trazidas nos últimos lançamentos da série, como seleção de velocidade e dificuldade de combate, garantindo que os mais apressadinhos e descompromissados possam zerar a história tranquilamente, ao mesmo tempo que os fanáticos possam se digladiar à vontade também.

O sistema de batalha é o feijão com arroz da série, com a opção de se usar habilidades, magias, ou o ataque básico sempre que necessário. É possível também acertar táticas para que seus personagens ajam conforme necessário nas lutas, sem a sua interação, e todos sobem de nível de maneira a evoluir sua função, destravando novas capacidades. Não há indicação na demo sobre a presença de um sistema de classes, mas lembrando que isso é totalmente possível na versão original, não será surpresa se houver algo assim no jogo completo.

Uma boa funcionalidade mostrada, no entanto, é a de apoderamento dos personagens. Conforme eles agem no combate, levando e causando dano, eles entram numa espécie de estupor, garantindo a cada um deles uma vantagem única, que pode ser usada na própria batalha em que está, ou guardada para outra, onde pode vir a ser mais útil. É um truque na manga bem interessante, já que não é o mesmo poder para todos os seus lutadores. Por exemplo, para Maribel, ele confere a ela a chance de quebrar as defesas elementais dos inimigos com suas magias, vindo muito a calhar nas brigas.

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Nem nas viagens de barco você fica a salvo das batalhas, lembrando que ao mar elas voltam a ser aleatórias, infelizmente.

Ah, outro detalhe desses embates: eles deixam de acontecer aleatóriamente, ainda bem! Como Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age, os monstros estão no mapa ou nos ambientes explorados e basta tocar neles para iniciar o combate. Esse sempre foi um dos aspectos mais chatos de Dragon Quest, porque sempre que há aleatoriedade das lutas, não tem como prever o ritmo com o que eles acontecem, às vezes até acontecendo muito mais frequentemente do que a gente prefere. De fato, é uma grande melhoria no quesito diversão!

Por sorte, não vamos precisar esperar muito para ver o que mais foi melhorado em Dragon Quest VII: Reimagined: o jogo final chega no próximo dia 5 de fevereiro a todos os consoles atuais e ao PC. Vale ressaltar novamente que tudo o que for feito nessa demonstração poderá ser continuado na versão final mês que vem, então divirta-se! Teremos um review completo do jogo também, então fique de olho aqui no Entertainium Brasil para saber mais sobre a emocionante repaginada de mais um clássico da Square Enix.

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