Apesar de não ter lá muito conteúdo, a demonstração disponível no estande da Sega na BGS 2026 para o jogo Stranger Than Heaven, o suposto sucessor de Yakuza, ou Like a Dragon, do Ryu Ga Gotoku (vulgo RGG) Studio, nos deixou de queixo caído.
Na brincadeira, pudemos testar três situações de combate que os visitantes ao espaço tinham acesso, cada um apresentado em uma das épocas distintas em que o jogo completo passará, sendo a mais fácil em Kokura, Fukuoka, a média em Kure, Hiroshima, e para fechar com chave de ouro maciço, a cereja do bolo de dificuldade, em Minami, Osaka.
Cada qual nos colocou em controle do protagonista em fases diferentes de sua vida, a poucos metros de um encontro com inimigos que variaram em quantidade conforme a opção escolhida. Na primeira, era um grupo de bagunceiros sem grande pretensões, já em Hiroshima, alguns tinham armas e até havia um cara enorme para trocar sopapos, enquanto que no último e mais difícil… era só um oponente, que carregava uma katana e encontrava-se em um ponto familiar para quem já jogou Yakuza.
A grande pegada em Stranger Than Heaven é exatamente o ponto apresentado na demo, suas batalhas: agora, o negócio é bem mais complexo, já que é possível controlar os dois lados do boneco ao lutar, com ataques mapeados aos gatilhos do gamepad, tornando tudo muito dinâmico e fluído. A gente não quis pegar leve e pulou logo na batalha mais cabeluda de todos sem pestanejar.
É claro que levamos a maior sova logo de cara, afinal, não haveria somente um inimigo para lutar se ele não fosse o maior fodão. Provou ser um tremendo apelão, com ataques sorrateiros e muito jogo de cintura, fingindo estar ferido e até tentando fugir, para então descer a lenha em nós. Deu certo na primeira, mas logo aprendemos a dominar os comandos de jogo, que se mostraram extremamente intuitivos.

O segredo para vencer, como o popular ditado, mostrou ser uma boa defesa, a combinação do botão B (ou círculo, no controle de PS5) e um dos gatilhos de ataque, que aplicado no momento certo, nos protegeu dos avanços do bandido, para então podermos contra-atacar. Além disso, para nossa sorte, o herói estava levando uma arma alternativa consigo, junto de ítens para cura, e logo depois de começar a usar uma enorme marreta, a história mudou, e junto de nos proteger, viramos o jogo ao nosso favor, derrotando o infeliz.
As outras batalhas provaram ser, sem surpresas, bem mais fáceis que essa que pulamos de início, mas nem de menos divertidas. Apesar de não ter tido nenhum elemento da história do jogo nessa rápida demonstração do jogo, o pouco que foi sugerido nessas sequências exibiu a familiar imersão já presente em outros jogos do estúdio, com um mundo vivo, colorido, e extremamente reativo às suas ações, vistas as reações de todos à sua volta conforme o personagem percorre as respectivas ruas do período histórico escolhido.
Stranger Than Heaven já estava na nossa lista de jogos mais esperados antes mesmo de colocarmos nossas mãos nele, mas agora que tivemos a oportunidade de testá-lo, mesmo que por pouco tempo, o nível de espectativa só aumentou. A ansiedade está batendo, mas por sorte não teremos que esperar muito, já que a versão completa estará disponível no dia 15 de janeiro do ano que vem!

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