Imagine um metroidvania, focado em exploração, com grande inspiração em shoot ‘em up. É uma combinação inusitada, não? É nesse espaço inusitado, quase onírico, que Minishoot’ Adventures se insere. Então venha conferir o que achamos desse divertido “jogo de navinha”.
Com a câmera no topo, você controla uma mini navezinha desenhada a mão, muito fofa, com movimentação fluída e responsiva, feita no analógico esquerdo, e capaz de atirar projéteis contra naves e seres hostis com o analógico direito.

A premissa é bem simples, mas quanto mais se explora do planeta inóspito em que ela se encontra, mais segredos e tesouros serão descobertos em sua jornada de sabor típico de ótimos metroidvanias. Em 4 ou 5 biomas, você navegará por lindos ambientes repletos de inimigos; cavernas com desafios de chuva de balas, corrida e exploração e; masmorras tão ou mais desafiadoras, mas super divertidas.
Dito isso, é notável, logo nas primeiras horas, como a exploração é o ponto forte do jogo e como seu level design incentiva a pessoa jogadora a sempre ser curiosa e paciente na navegação dos diferentes pedaços desse grande mapa. No entanto, se você busca um desafio a mais no quesito shmup da coisa, ele estará lá (tanto na escolha das 3 dificuldades do jogo, quanto na sua progressão, até mesmo para muito além dos principais conteúdos 100% completados)!

Juntando experiência, representada em pequenos cristais vermelhos acumulados, é possível melhorar suas armas, movimentos e até poderes especiais, adquiridos na exploração do planeta e na simples superação de inimigos fortes. Está morrendo demais em algum chefe? Nâo tem problema, eles derrubam, inclusive, um pouco desses cristais em cada tentativa.
Também existem pequenos besouros dourados espalhados pelo cenário, poderes coletáveis e uma moeda única, todos trocáveis por muitas melhorias com os mercadores do seu acampamento central. O mais charmoso de tudo isso, aliás, é que todos os personagens são pequenas navezinhas, inclusive os inimigos de diversos tamanhos, adicionando muito ao estilo único do jogo. A escolha de cores para cada bioma e na diferenciação da sua nave para ambientes e inimigos é primorosa, uma aula de uso de paleta. As decisões artísticas desse jogo são muito agradáveis, bem diferentes e encantadoras.
Minishoot’ Adventures foi uma grata surpresa para o meu “entre safras” de grandes jogos, podendo ser zerado em menos de 10 ou 11 horas, agradando demais em poucas sessões curtas ou até em uma só, longa. Principalmente agora, num console híbrido (Nintendo Switch 2, no meu caso) e nos outros consoles da geração. O jogo é curto, mas oferece uma ampla área repleta de segredos e coletáveis, além do conteúdo extra misterioso já citado.

O restante dele, é quase que um jogo cozy: uma trilha sonora relaxante e contemplativa, cenários confortáveis à visão, sons de tiro gostozinhos e efeitos sonoros afáveis. Será que vale dizer também que o conteúdo ASMR inspirou todo seu design de áudio?
Seus desafios são bem amigáveis e te mantêm instigados até o final, sendo uma “crocante” aventura de ficção científica com uma narrativa, no mínimo, curiosa e satisfatória. Por isso, recomendo demais que embarque nessa nave errante e saia por aí enfrentando seus inimigos mais mortais e, principalmente, descobrindo novos espaços e segredos de um planeta tão instigante.
O Entertainium Brasil agradece a assessoria do jogo por ceder um código de teste para a produção desta matéria.
