Darwin’s Paradox! é mais um desses títulos que você zero em apenas uma sentada ou que você gasta algumas horinhas a mais para fazer tudo perfeito para satisfatoriamente platinar as conquistas. Certamente é um ótimo passatempo para quem busca experiências enxutas e bem objetivas. Venha ler o que achamos do primeiro trabalho do ZDT Studio, publicado pela Konami.
Darwin é um polvo que está nadando tranquilamente pelo mar e aprendendo novas habilidades com seu amigo. Até que, de repente, eles são abduzidos por uma nave alienígena e suas vidas viram uma verdadeira fuga frenética do inferno industrial criado pelos aliens, em que haverá muita aventura e tensão pelo caminho.

Ao descobrir que alienígenas estão na Terra tentando persuadir a humanidade, Darwin tenta fugir das garras assassinas desses seres comicamente disfarçados de humanos a todo custo. Haja tentáculos para fugir depressa de diferentes formas! Embora seu companheiro da mesma espécie seja tão simpático e espirituoso quanto ele, Darwin é o protagonista definitivo, com quem você joga na maior parte do tempo.
Em movimentação lateral bem simples, Darwin’s Paradox! nos remete a jogos como Limbo, Inside e Little Nightmares, em que é preciso sempre fugir de ameaças, usar plataformas para se locomover com astúcia (e, às vezes, se esconder ou usar a física a seu favor), usar certos elementos do cenário para progredir e resolver puzzles, alguns conectados aos desafios de plataforma. Para superá-los, Darwin conta com suas habilidades de nadar rápido, pular, usar sua tinta de polvo e se camuflar nos espaços.
Há contextos em que Darwin usará habilidades situacionais, inclusive, que são legais e interessantes demais para estragar a surpresa nesse texto. Vale a pena avançar e conferir por conta própria!

É isso. Darwin’s Paradox! tem premissas e uma jogabilidade muito básica, mas que, no momento a momento, consegue sempre manter suas propostas interessantes no alto com situações muito bem pensadas (fugir da área visível de câmeras de segurança, por exemplo), um level design bem construído e animações muito bem feitas, que até parecem saídas de filmes bons e recentes da DreamWorks. É bom demais ficar colado na tela a todo momento, assistindo ou controlando Darwin em suas desventuras, sem sentir o tempo passar na vida real.
Mesmo sendo um jogo curto (com cerca de 6 horas de duração), existem algumas exigências um pouco mais difíceis no terço final dele e em alguns puzzles mais elaborados e demorados, estendendo os últimos capítulos mais do que o desejável, mas não é nada que provoque desgosto da experiência como um todo. Isso quebra um pouco o ritmo, claro, principalmente quando se encontram alguns trechos sem sinalização clara do caminho correto ou quando a solução do puzzle não é tão óbvia. Mas o botão de ajuda (select do controle) sempre auxilia bem nesses casos.

Em suma, Darwin’s Paradox! é um ótimo título com energia de indie para se jogar no final de semana e relaxar. Como no jogo inteiro, seu final é bem curioso, cômico, muito divertido e até abre brechas para uma sequência. Será que vem aí?
No final das contas, recebemos um bom presente de feriado, um jogo como sempre desejamos: enxuto, redondinho, objetivo e divertido do início ao final. Ele se consagra muito, muito em ser autocontido dessa forma e, por isso, já é de se considerar como um sucesso. O tempo todo estava me divertindo com esse polvinho fofo, andando ou nadando – ou vendo suas mortes terríveis – na ampla diversidade de cenários, soltando risadinhas conforme progredia na história. Por isso tudo, ele merece sua atenção também e é mais um símbolo do retorno triunfal da Konami ao mundo dos videogames. Recomendado!
O Entertainium Brasil agradece a assessoria do jogo por ceder um código de teste para a produção desta matéria.
