Review: Rhythm Heaven Groove vai testar a sua ginga de verdade 

rhythm heaven groove

A querida série de compilados de minigames que desafiam suas habilidades e sensações musicais está de volta. Rhythm Heaven Groove é o novo capítulo da franquia, que teve início no Game Boy Advance e que até hoje é amada por seus fãs mundo afora. Pode ser bem raro esse acontecimento, mas quando pinta um lançamento dela, é certo que haverá um público que irá curtir muito as maluquices oferecidas.

Para quem não sabe do que se trata, Rhythm Heaven Groove é fácil de compreender. Nele, você encara uma sequência de desafios rítmicos, como o nome do jogo já indica, mas diferentemente de outros jogos com pegada similar, aqui a coisa é bem simples, utilizando-se, no máximo, dois botões, que devem ser apertados seguindo a melodia.

Pode parecer bobagem, mas a maneira com a qual essa mecânica de jogo é apresentada é exatamente o que faz da série Rhythm Heaven, no caso, Rhythm Heaven, tão especial, já que tudo é apresentado sob a identidade de joguinhos protagonizados por simpáticos personagens em situações inusitadas. Imagine, por exemplo, um cãozinho saltando para abocanhar o disco lançado por sua tutora, ou sapos pulando de uma folha a outra. 

rhythm heaven groove
A variedade temática dos minigames é absurda. Esse é um dos mais fofos e engraçados.

São essas algumas das mais de 80 fases musicais deste jogo, cada uma apresentando, surpreendentemente, um modo diferente de tratar do ritmo, mesmo que de maneira ridiculamente simples. Dentro das outras marcas da Nintendo, a que chega mais perto dessa engenhosidade é Warioware, e mesmo assim, Rhythm Heaven Groove consegue deixar tudo ainda mais intuitivo, tornando-se uma das melhores opções para apresentar um videogame a quem nunca sequer tocou em um até o momento.

Apesar de trazer essa possibilidade à tona, vale lembrar que a grande pedida do jogo é colocar à prova as noções de ritmo do jogador, ou seja, por mais primário que possa parecer (e, de fato, é), há uma dificuldade inerente dessa jogabilidade, totalmente dependente do próprio jogador e suas faculdades. Dado o formato híbrido do Switch, é possível jogar Rhythm Heaven Groove tanto no portátil quanto na mesa, e em ambas, torna-se vital a necessidade de calibrar o timing deste lançamento, para que não haja lag.

Agora, nós do site não nos consideramos mestres de Rhythm Heaven, muito longe disso, mas ao testar o novo jogo nas duas configurações, notamos um ligeiro atraso nos comandos quando estávamos no modo de mesa, talvez devido à comunicação sem fio entre console e controles. Então, entre as duas opções, o recomendo é a portátil, pelo menos até haver algum tipo de correção lançada pela produtora. 

Cabe também ressaltar que Rhythm Heaven Groove traz a possibilidade de ser jogado com um amigo por meio da Internet, o que, dependendo de sua conexão, pode gerar um certo atraso de comandos. Nas nossas sessões de teste, não houve muito mais lag que o já citado, mas como toda experiência online, a sua própria pode vir a ser diferente da nossa.

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Fighting Ninja JIRAYA! Ou não…

Fora o conteúdo em forma de joguinhos, Rhythm Heaven Groove traz alguns elementos colecionáveis, destravados simplesmente jogando e completando suas diversas fases. Dentre elas, as mais cativantes, pedacinhos de história que remontam o pouco que há de uma sequência narrativa dentro do jogo. Sim, todos são fofos e sem uma relação aparente, mas há sim uma conexão entre tudo que há no jogo, de certa maneira.

Infelizmente, Rhythm Heaven Groove não está entre os recentes lançamentos da Casa do Cogumelo a incluir uma localização em português brasileiro. Mesmo sem ter tanto texto como de costume, há piadas legais no idioma original que dariam belos trocadilhos bolados pela equipe de tradução da Nintendo, que já mostrou ter muito talento para tal. Torcemos para que outros jogos de pegada mais simples como este não passem despercebidos, afinal, também merecem tal tratamento, não é mesmo?

Rhythm Heaven Groove é um jogo cheio de estilo, trazendo uma genialidade absurda mascarada por uma apresentação um tanto básica. O que há aqui em termos de jogabilidade é de extrema qualidade, cativante e viciante, não só para quem já joga há décadas mas também para iniciantes, o que faz dele, de maneira que poucas desenvolvedoras conseguem, ser um jogo perfeito para toda e qualquer pessoa com acesso a um Switch.        

O Entertainium Brasil agradece a assessoria da Nintendo no Brasil pelo envio do código para a produção deste review.

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