Review: Elden Ring Tarnished Edition é desculpa para uma revisitação divertida 4 anos depois

Elden Ring capa

Elden Ring, né? A dificuldade inerente de escrever algo quatro anos depois sobre um dos jogos mais importantes dos anos 2020 é extremamente palpável — o lançamento da Tarnished Edition para Nintendo Switch 2 e do Tarnished Pack para as demais plataformas, sinceramente, se tornou uma forma breve de revisitar rapidamente um título que muito me impactou e perceber como as coisas mudam constantemente ao mesmo tempo que se mantém semelhantes. Talvez não tenha sido a introdução mais positiva, né? 

Mas a experiência foi sim positiva. A questão é que independente do Tarnished Pack ou do DLC anterior, Shadow of the Erdtree, Elden Ring não é mais o mesmo jogo que experienciei em seu lançamento — se não me engano nem na época ele era o mesmo, já que em poucas semanas o jogo foi mudando a partir de atualizações variadas que mudaram desde a dificuldade de alguns chefes até mesmo o quão efetivo são algumas builds. O meu boneco construído totalmente em cima do sangramento nas espadas não derrete mais os inimigos como eu lembrava com carinho no já longínquo 2022 — mas, ao mesmo tempo, o jogo ainda é o mesmo — um dos melhores soulslikes feitos pela própria “criadora” do gênero ao mesmo tempo que seus erros, justificáveis pelo escopo absurdo da obra, são talvez dos mais gritantes presentes em jogos da From Software, principalmente quando a impressão que existe um fúnil de novidades que vai deixando o jogo mais “vazio” conforme vamos avançando nele é especialmente gritante e perceptível, pelo menos para mim.  

Elden Ring 1

Joguei para este curto texto cerca de nove horas do jogo escolhendo uma das classes iniciais novas contidas no Tarnished Pack — o Heavy Knight, que começa com uma boa cimitarra. Como de praxe nos jogos da From, a classe não significa muita coisa já que em poucas horas você já vai ter modificado todo o equipamento e distribuição de pontos de status, mas ainda sim é interessante ter uma variedade levemente maior de opções iniciais para entender como começar o jogo. Fiz minha rota favorita da reta inicial do jogo, que envolve cair em um baú para chegar em Caelid e sofrer de forma absurda com a sanguinolenta região. Continuou divertidíssimo, mas a repetição de tantos conceitos e coisas inerentes ao design expansivo do jogo continuou me incomodando assim como em 2022 — talvez até de forma mais rápida por justamente já ter experiência com o jogo.

Além das classes novas, Tarnished Pack também traz ao jogo algumas opções de mudanças de visual para nosso fiel cavalo. Algo bobo mas suficientemente agradável para mostrar algumas paisagens diferentes para quem já esgotou o jogo. No mais, como avaliei tudo isso na versão de PC, não há muito o que falar — o jogo ainda é o mesmo de 2022 até mesmo em termos de performance, então qualquer conteúdo que você encontrar sobre Elden Ring ainda é válido.

O que eu acho do jogo, no fim? Bom, nada além de que ele é Elden Ring, né? E isso já diz, potencialmente, tudo que há a se falar sobre o que é este título quatro anos depois. A experiência, caso seja sua primeira vez, será ótima — mas, se assim como eu, você já gastou muito mais tempo do que pensaria ser possível em um mesmo mundo, o Tarnished Pack talvez não consiga te manter 100% preso ao jogo pela quinta ou sexta vez mesmo que cause uma pequena alegria com suas novidades mínimas. As vezes temos que aceitar que é hora de seguir para outros universos mesmo.

O Entertainium Brasil agradece a assessoria da Bandai Namco no Brasil pelo envio do código de jogo para a produção deste review.

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