Por mais que animações voltadas para um público infantil sejam isso, focadas em crianças, normalmente com mensagens positivas e histórias mais simples, há algumas que acertam ainda mais ao tentar fomentar uma mentalidade criativa e aberta, alcançando os adultos junto desses pequenos cinéfilos. É o caso de A Pequena Amélie, que com toda a sua personalidade consegue cativar até os mais rabugentos dos “grandões”.
O grande vencedor do Prêmio Júri 2025 do Animation Is Film Festival, além do prêmio do Público em Annecy, A Pequena Amélie veio a conquistar também sete indicações no Annie Awards, o tradicional prêmio da Animação, nas categorias de melhor filme, melhor personagem de animação, melhor direção, melhor música, melhor roteiro, melhor editorial e melhor storyboarding.
O longa dirigido por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han Jin Kuang, e roteirizado por Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang e Aude Py, conta a história da inicialmente introvertida menininha belga Amélie, que junto de sua família, foi morar no Japão nos anos 1960, e lá acabou se descobrindo por meio do amor de uma dedicada cuidadora e toda a natureza da província de Kansai.

Amélie, no início, demora a sair do seu casulo, sendo até chamada de “vegetal” por um médico logo após seu nascimento, mas, no decorrer da animação. Graças ao amor de sua família e em especial, de Nishio-san, sua babá e mantenedora do lar deles enquanto estão no Japão, a adorável menina desenvolve uma personalidade incrível, transformando-se em uma bela borboleta cheia de alegria.
Carregada de significado, essa metamorfose não se dá sem suas dores, já que Amélie coloca-se em risco algumas vezes durante o filme, na inocência da infância, enquanto luta contra sentimentos negativos com relação especial ao seu irmão, André, com quem está em conflito durante boa parte do tempo, mas com quem desenvolve um afeto especial, como deve ser entre irmãos.

Todo esse florescer de Amélie dá-se através de uma apresentação audiovisual absolutamente lindo, saturado ao máximo com cores vibrantes e traços simples, mas fortes e, de um jeito diferente e ao mesmo tempo em comum com Arco, outra animação concorrente ao Oscar que vimos há pouco tempo, impressiona e causa uma overdose de sensações ao saltar da tela do cinema.
Os dois filmes, de seus próprios jeitos, carregam mensagens similares de aceitação e da liberdade da imaginação, chegando a um pouco em comum: o de que não há um jeito “certo” de crescer a não ser o seu próprio. Nisso, A Pequena Amélie é primoroso e merece ser visto na maior tela que você encontrar.
A Pequena Amélie estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 12 de março, com distribuição da Mares Filmes e da Alpha Filmes, com cópias dubladas e legendadas.
O Entertainium Brasil agradece a assessoria do filme pelo convite da cabine de imprensa para a produção desta matéria.

