Critica: Só Por Uma Noite entregou muito mais que poderíamos esperar

só por uma noite

Só Por Uma Noite é a nova comédia romântica dirigida por Will Gluck (o mesmo de Todos Menos Você) e estrelada por Monica Barbaro (Um Completo Desconhecido) e Callum Turner (Mestres do Ar), junto de outras participações que pipocam aqui e ali, como os veteranos LeVar Burton (o LaForge, de Star Trek: A Nova Geração) e Molly Ringwald (a eterna Menina de Rosa, dos filmes de John Hughes dos anos 1980).  

A premissa do filme seria uma das mais mirabolantes dos últimos tempos, mas visto o cenário político atual, talvez nem tanto: o governo estadunidense, visando adotar uma postura mais conservadora, decide aplicar um decreto proibindo o sexo fora do casamento, inserindo chips nos braços de todos que os denuncia caso tenham relações como solteiros, a menos que façam isso durante a única noite do ano em que tudo é liberado.

Nessa balbúrdia toda estão Allie e Owen, personagens de Barbaro e Turner, respectivamente, dois solteiros em busca de companhia. Allie, uma cantora frustrada por sua timidez e distância de homens, é incentivada por sua amiga a sair noite afora em busca de um casinho rápido, enquanto que Owen, noivo de Malika (Maya Hawke), é colocado em uma posição delicada quando a garota decide sair por conta própria, incentivando-o a “sair da caixinha”, por ser bonzinho demais.

É a situação perfeita para muita maluquice, com os dois enfrentando uma Nova Iorque repleta de pessoas em busca de transa, alguns a qualquer custo, outros tirando vantagem do desespero para descolar uma grana, enquanto que o casal de protagonistas busca, de maneira pessoal para cada um, algo a mais, eles sabendo disso ou não. E é esse pedacinho de desenvolvimento narrativo que traz a Só Por Uma Noite um valor maior que o esperado, por mais estapafúrdia seja toda a desculpa por trás de tudo que acontece no longa.

Ao contrário do que poderia ter sido esperado por nós ao saber do que se tratava essa produção, fomos pegos de surpresa pela delicadeza sentimental dada principalmente aos personagens centrais da trama. Claro, há os momentos esperados do mais puro ridículo, especialmente durante suas idas e vindas em meio à jornada para encontrar seus pares perfeitos, além de outros perrengues insanos. E não demora para que ambos se encontrem, de início tratando um ao outro com certo desdém – especialmente Allie com relação a Owen – mas não é spoiler contar que obviamente as circunstâncias levam a dupla a se aproximar cada vez mais.

É o jeito que isso acontece que nos fez crer que Só Por Uma Noite vai além de ser um puro besteirol, por mais que tudo ao redor do casal contribua para acharmos que não. As pontas de Burton e Ringwald também são impagáveis, com Molly atuando como a mãe mais que libertina de Owen, e Burton, seu padrasto, o mais perto de figura paterna existente na realidade do filme. Outra participação do universo Trekkie é a de Michelle Hurd (do seriado mais água de salsicha do que qualquer outra coisa, Star Trek Picard), que pode passar despercebida por acontecer num piscar de olhos. 

Engraçado, emocionante e, contra todas as expectativas, incrivelmente fofo, Só Por Uma Noite vale muito a pena ser assistido, ainda mais se você estiver atrás de uma comédia romântica com um “q” a mais. Faça como fizemos e deixe seu lado crítico descansar quanto à premissa doidona, porque o conteúdo vai muito além disso. Confia!

Só Por Uma Noite é um lançamento da Universal Pictures Brasil que chega aos cinemas do país no dia 27 de agosto.

O Entertainium Brasil agradece a assessoria da Universal Pictures Brasil pelo convite da cabine de imprensa para a produção desta crítica.     

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