Bem como dissemos semana passada com relação ao seu capítulo anterior, Citizen Sleeper 2: Stalwart Vector é um tremendo jogo imersivo, com uma pegada futurista inusitada e ainda melhor explorada nessa nova versão. Agora no Switch 2, não há desculpa para dispensar uma das grandes experiências dos últimos tempos.
No papel de mais um sleeper, um ser sintético existência é ligada intrinsecamente à uma vida de servidão por contrato de uma alma há muito perdida, sua missão na segunda parte da saga é fugir. Perseguido por vilões inescrupulosos, a sua busca por liberdade o leva à uma estação espacial repleta de personagens enigmáticos e cheios de história.

E essa história vale muito a pena ser explorada. Cada uma dessas figuras traz um peso narrativo ao jogo, tanto quanto em Citizen Sleeper, fazendo de sua jogatina uma verdadeira aventura, nos moldes de um RPG de mesa, por assim dizer, com permutações ainda mais numerosas. Dependentes de suas decisões, desde a criação de seu personagem ao escolher um arquétipo, até o rolar do dado e respostas aos diálogos extremamente bem escritos, um caminho dificilmente desemboca no mesmo fim que outro.
Citizen Sleeper 2 conta com jogabilidade bastante semelhante ao anterior. No lugar dos estabilizadores, o almejado item da parte 1, entra a mecânica de estresse, limitante às suas ações a cada rotação, colocando mais peso ainda em como você administra seu tempo diariamente. Ao invés de manter uma barra de energia lá para cima, o importante agora é controlar suas emoções, o que aumenta um pouco a dificuldade geral durante a história, um aspecto que o primeiro jogo tendeu a carecer um pouco, ainda mais para o final da aventura.

Dito isso, tirando as semelhanças visuais e de se jogar, Citizen Sleeper 2 traz uma ambientação que ajuda a diferenciá-lo do que veio antes. Com um/uma protagonista mais comunicativo e, digamos, extrovertido, o leque narrativo segue um caminho mais expansivo e expressivo do que antes, dando a Stalwart Vector uma voz própria, não limitando-o a repetir os mesmos passos de antes.
Bem como o outro jogo, este chega ao Switch 2 sem grandes novidades. Tirando a facilidade de tê-lo em mãos para ser jogado a qualquer momento, não há melhorias gráficas que valham a pena serem citadas. Ou seja, caso já tenha jogado em alguma das outras plataformas e não busca o fator portátil do console híbrido da Nintendo, não haverá muito mais em termos de diferença aqui. No entanto, se por algum motivo não teve a oportunidade de curtí-lo anteriormente, a versão de Switch 2 é uma opção tão boa quanto qualquer outra disponível.
O Entertainium Brasil agradece a assessoria do jogo pelo código de review cedido para a produção desta matéria.
