Review: The Drifter é um jogo de aventura que resgata o melhor do gênero e o atualiza para os tempos atuais

the drifter

Desenvolvido pelo Powerhoof, estúdio australiano conhecido pelo caos multiplayer de Crawl, The Drifter é um novo jogo de aventura nos moldes dos melhores títulos do gênero como The Secret of Monkey Island que tem tudo para se tornar um clássico absoluto.

Com uma narrativa adulta e extremamente marcante, The Drifter te coloca no papel de Mick Carter, um vagante que acaba de chegar em sua cidade natal para participar do funeral de sua mãe. Ao chegar, vê-se metido em uma conspiração envolvendo o rapto de moradores de rua, virando o principal suspeito pelos crimes. Desesperado, mas mesmo assim sob o controle completo de seus sentidos, depende do jogador tirá-lo dessa confusão.

the drifter
The Drifter expôe a realidade nua e crua de um morador de rua.

Em termos de jogabilidade, The Drifter lembra muito os jogos da LucasArts. É possível examinar itens importantes do cenário ao chegar perto deles, e há muitos deles que você pode levar contigo, alguns até com a possibilidade de serem combinados, para se transformar em ferramentas úteis a serem usadas para solucionar os muitos quebra cabeças contidos no jogo.

A nova versão do Nintendo Switch 2 traz controles tanto no modo mouse, em uma experiência praticamente igual à de PC, quanto adaptados para os JoyCons do aparelho. Nessa segunda opção, você guia Mick diretamente pelo analógico, utilizando o da direita para interagir com o ambiente, contando com os gatilhos para acessar seu inventário. Funciona bem dentro do ritmo do jogo e é o máximo de intuito que poderia ser nesse caso.

The Drifter é dividido em capítulos, cada um com diversos locais a serem explorados durante a missão do personagem principal de solucionar o grande mistério diante dele, enquanto tenta fugir das autoridades em seu encalço. A trama é complexa, contagiante, e muitas vezes até perturbadora, todos esses quesitos sendo intensificados pela atuação de voz incrível de Adrian Vaughan, um dos grandes talentos do ramo.

the drifter
Clique em tudo! Nunca se sabe o que pode vir a ser útil.

Fora as vozes, outra grande pegada do jogo é sua apresentação gráfico, também remetente aos absolutos clássicos jogos aventura dos anos 1990. Aqui, a ambientação ganha muita força, graças à fidelidade limitada, extremamente contida e de absoluta beleza tanto em foto quanto em movimento. É certamente um dos jogos mais bonitos dos últimos anos, sem brincadeira.

Sem tirar nem pôr, The Drifter é um dos melhores jogos de aventura dos últimos tempos. O que o pessoal do Powerhoof colocou na mesa é de extrema qualidade, um dos raros jogos que não trazem contra-indicações, servindo de um ponto de partida incrível para quem busca uma experiência adulta em um videogame, independente do seu nível de experiência.     

O Entertainium Brasil agradece a assessoria de imprensa da Powerhoof pelo código de review no Nintendo Switch para a produção desta matéria.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *